17 - POR FIM... Conclusão


Nem tão simples, nem tão fácil quanto qualquer desavisado possa imaginar! A crônica é o resultado de um modo muito pessoal de ser, algo que oscila entre o objetivo e o subjetivo, tendendo ora para um lado, ora para o outro, e por isso mesmo suas técnicas são difíceis de descrever. Entretanto, é evidente que tem traços estilísticos próprios. Seu interesse pela atualidade, sua difusão coletiva, seu oportunismo na transmissão de idéias e emoções, a colocam como um gênero jornalístico opinativo.

Sozinha a crônica é efêmera, dura o tempo de uma edição de jornal. Reunidas, as crônicas formam um painel da vida que tanto pode ser localizada, quanto abrangente.

Elas registram um certo lugar, num certo tempo. Então, tornam-se duradouras. A crônica assemelha-se a uma máquina fotográfica, desfocando o ponto visado: ela registra o momento, fazendo emergir os contornos do objeto, suas circunstâncias, seus detalhes, que o olhar comum e corrido não havia registrado. A crônica é um gênero "expressionista", também. É a expressão da impressão.

A crônica é um pequeno oásis de prazer para quem a escreve e para quem a lê. É o grito de liberdade de um escrevente rebelde que insiste em temperar os fatos diários, insiste em ver o que a maioria deixou de ver, insiste em revelar emoções para outros tantos que querem saber daquilo que na sua correria deixaram de perceber.

A crônica com sua simplicidade, tem conseguido manter uma simbiose perfeita entre autor e leitor, que a mantém viva. Nada conseguirá bani-la dos jornais e dos livros. Arte arteira, impertinente, sedutora, brasileira a crônica prossegue conquistando seu espaço.

Um comentário:

Anônimo disse...

procurei tanto informações diferentes sobre crônica e quando já estava desistindo, digitei: "conclusão crônica é" e encontrei o texto mais bonito de todos:"17 - POR FIM... Conclusão"
e ainda dizem que crônica é efêmera.
muito obrigado. me ajudou muito a entender tal gênero.