8 - IDÉIAS QUE FLORESCEM, FATOS E EMOÇÕES - Fonte, Estrutura e Redação


As fontes utilizadas pelo cronista para realizar seu trabalho são: as idéias que florescem na comunidade; a informação sobre fatos e situações; a própria notícia; as emoções pessoais.

Ora, para estruturar o texto o cronista deverá observar os seguintes passos:

- Dominar o tema, calculando seu tamanho, alcance, força, inteirando-se de suas causas, aspectos significativos, seqüência lógica, efeitos imediatos e repercussão.

- Selecionar os dados levando ao conhecimento do público o que seja veraz, conveniente e oportuno, não esquecendo das normas práticas e éticas que regem o exercício do jornalismo.
- Redigir o texto em três fases distintas e sucessivas: introdução, argumentação e conclusão. (1)

A crônica deve interpretar o tema utilizando argumentos lógicos, sugestivos e persuasivos, de modo ordenado que leve o leitor a aceitar a opinião final. 

O aspecto informativo ou noticioso da crônica vem na introdução, onde o cronista coloca o tema de forma sintética (quem, que, quando).

O raciocínio e as idéias vêm a seguir na argumentação, desenvolvendo-se numa seqüência ritmada que permite mais liberdade criadora.

O cronista utiliza-se de citações, máximas, provérbios, metáforas, alegorias, humor, trocadilhos. "Matiza o texto com o jogo do maravilhoso - que oferece sugestão de quimeras, sonhos, aspirações cristalizadas em riquezas, conquistas, vitórias e feitos extraordinários; com o jogo do comum extraindo dados do cotidiano, do terra-a-terra, das idéias simples aceitas por todos; ou com revelações interiores dos próprios sentimentos mostrando-se sincero, melancólico, cético, apaixonado, rebelde, indiferente, seguro, de acordo com a tônica reclamada pelo segmento." (2)

Nesse trecho o cronista deve ainda prevenir-se dos argumentos contrários ao seu ponto de vista. Por fim, na conclusão é emitido o juízo do cronista sobre o tema, que foi tão bem exposto e debatido, que se torna incontestável, não admitindo desacordo.

A crônica terá alcançado seu propósito quando os efeitos dos seus juízos dão força às correntes de opinião, conduzindo à ação.

1- Beltrão, Luiz. Jornalismo Opinativo. Sulina, Porto Alegre, 1980, pág. 69.
2- Idem 1, Pág. 20.

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